domingo, 20 de janeiro de 2008

SANGUE TUPI



OS INDÍGENAS DO RIO GRANDE DO NORTE
Walner Barros Spencer


TUPI

Pouco se sabe sobre a origem dos índios que dominavam este território quando da chegada dos europeus. Pode-se dizer que a faixa litorânea era ocupada por índios agricultores, do grupo lingüístico Tupi. Chegaram à região entre os anos 500 e 1000 de nossa era. Os índios encontrados pela frota de Cabral, na Bahia, eram dessa etnia.

Eram sedentários, bem organizados socialmente, bons canoeiros e antropófagos, isto é, comiam carne humana, de maneira ritualística. Orgulhosos, bons guerreiros, hábeis no arco e na flecha, bem como no uso da borduna, um tacape de madeira dura.

Expulsaram os índios tapuias para o interior. Seu principal plantio era o da mandioca, com a qual produziam farinha. Sua cerâmica tinha influências da cultura marajoara, da Amazônia.

Os índios potiguares, que eram Tupi, dominavam toda a costa litorânea do Estado e grande parte do litoral cearense. Possuíam grandes aldeias, como a de Igapó, a de Macaíba, e as que margeavam a Lagoa de Guaraíras, assim como aquelas da região de Georgino Avelino e do rio Curimataú.

O Tupi, no decorrer do tempo, irá misturar-se, biológica e culturalmente, com os colonos europeus, ou com os escravos negros, a depender da maior ou menor posição na estrutura social da época. Houve mistura racial a partir dos mais nobres dos portugueses, aqui radicados, até o menos conhecido dos soldados. É bom salientar que estudos recentes, baseados na comparação de componentes do DNA, demonstraram ser bastante expressiva a contribuição do sangue indígena na população branca do Brasil. No Nordeste, por exemplo, o percentual dessa miscigenação racial ultrapassaria 60 %. No sul, estaria acima de 45%.

Esses índios foram elementos importantes e eficientes nas tropas portuguesas, tendo tomado parte, praticamente, em todas as guerras, lutas e campanhas coloniais, tanto no Brasil quanto em outras colônias lusitanas na África. Guerreiros versáteis formaram as forças auxiliares que atuaram na conquista e na expansão européia de nossa região. Não se deve esquecer que as famosas tropas de sertanistas paulistas – desde as primeiras bandeiras – eram formadas de mamelucos (índio e branco) e de índios puros. A maior parte deles era Tupi, ou formada de seus descendentes.


TAPUIAS

O sertão abrigava uma enormidade de grupos de variados tamanhos, os quais falavam línguas diversas, e eram conhecidos pelo nome genérico de tapuias ou tapuios. Esse nome nada mais representa do que a maneira com que o Tupi denominava a todo e qualquer indígena que não falasse o idioma túpico. Os tapuias dividiam entre eles algumas características homogêneas adquiridas na luta pela sobrevivência em um meio-ambiente freqüentemente hostil ao homem.

As tribos tapuias eram temidas por todos os demais indígenas. Eram diferentes em suas maneiras de ser. Corredores incansáveis e velozes, somente os animais podiam competir com eles. Astutos e cheios de manhas, preparavam emboscadas e armadilhas para os outros. O vigor físico e a valentia desses guerreiros sempre foram características admiradas e respeitadas pelo restante dos indígenas. Eram silenciosos e cautelosos quando iam à guerra. Ao avistarem seus inimigos arremetiam contra eles numa rapidez sem igual. O barulho que faziam, então, era ouvido ao longe, por entre as ramagens da caatinga ou da mata litorânea.

Exímios flecheiros, suas flechas certeiras eram letais. Excelentes rastreadores seguiam os inimigos por lugares difíceis e ásperos. Conhecedores dos terrenos que palmilhavam, reconheciam todos os seus acidentes, o que lhes permitia aparecer de surpresa por sobre as tropas européias.

Era típico de algumas tribos – dos janduís, por exemplo – o uso de propulsores de arremesso. Construídos em madeira, esses instrumentos de lançamento de dardos, podiam multiplicar por dez a força de impacto, sem perda da precisão no atingir o alvo. Os dardos, geralmente, tinham pontas de pedra cortantes que atravessavam o corpo de um homem.

Um aspecto peculiar desses indígenas foi sua adaptação à maneira do europeu lutar. Ela incluía o perfeito conhecimento do manejo dos diversos tipos de armas de fogo. Esta característica será a grande responsável pela vigorosa resistência que eles irão impor aos portugueses durante mais de 25 anos nos sertões do Rio Grande do Norte e Ceará. Esta resistência – o Levante do Gentio Tapuia – era, anteriormente chamada, errônea e preconceituosamente, de Guerra dos Bárbaros (Séc. XVII-XVIII).

Muitos índios tiveram papel de destaque tanto na conquista da terra auxiliando os europeus, quanto na resistência à colonização do território. Nunca são lembrados, em que pese os indígenas terem sido sempre, em quase todas as circunstâncias, os responsáveis pelo sucesso da dominação européia da terra brasileira. Seja como o principal contingente guerreiro – em quantidade e em qualidade – quanto pelos ensinamentos de como sobreviver em um ambiente tropical, completamente diverso do ambiente da Europa.

Os documentos históricos estão repletos de nomes nativos, nomes que os livros de história teimam em não fazer conhecidos, mas cuja memória merece igual respeito ao menos do que qualquer prócere português.

Assim, nessas terras soaram milhares de vezes o som de chamada de um Itaobo, Pirangibe, Paraguassu, Zorobabé, Ibiratinim, Metaraobi, Ipanguaçu, Jaguarari, Canindé, Janduí, dentre centenas de outros.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

PARA ONDE IRÁ A CASA DO POVO ?

A Casa de Câmara e Cadeia, na Rua Grande, Praça André de Albuquerque, foi das primeiras sedes de órgão público da aldeia.


Guaraci Gabriel
Ousadia em tempo de Carnaval

As idéias ousadas e a criatividade do artista visual Guaraci Gabriel estão saindo do campo das obras de arte e invadindo a decoração. Ele está assinando os adereços e os objetos que irão adornar os pólos carnavalescos da cidade que serão: Ponta Negra, Redinha, Centro e Ribeira. ‘‘Uma foto 3x4 do que será a decoração poderá ser vista amanhã, no Largo da Rua Chile’’. O artista foi buscar inspiração na beleza das tradições indígenas.
Aqui


Nesta Sexta, Banda Antigos Carnavais.
Concentração, Bar Amarelinho, Praça André de Albuquerque, 18:00h, com destino à Rua Chile, Ribeira.


Ribeira mais bonita

As fachadas dos prédios que ficam localizados no entorno do Teatro Alberto Maranhão estão sendo recuperadas numa parceria entre a Prefeitura do Natal e os comerciantes da Ribeira. A proposta visa reformar, numa primeira etapa, as fachadas de 39 prédios. O levantamento dos imóveis foi realizado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo - Semurb. A pintura vem sendo executada pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos - Semsur. As fachadas terão pintura com tonalidades claras, próximas às originais da época em que foram construídas. Mais, aqui


Hilneth garante:
Ribeira das artes é Carnaval
Vai acontecer nos dias 29 e 30 com música de primeira carnavalesca, passando pelos anos 30,40,50 e os sucessos de Caetano, Morais, Gil e por aí... A Governadora Wilma também está apostando.


HISTÓRIA DA CIDADE DO NATAL
DEÍFILO GURGEL

A Praça André de Albuquerque
Viu a cidade criança.
A Catedral sabe histórias
que nenhuma História conta.

Caminhos de buscar água
- rua Santo Antônio antiga.
Na margem verde do Baldo
Dorme a Santa Cruz da Bica.

Xarias e Canguleiros
Descansam no chão da História,
depois de tantas batalhas
e tantas perdidas glórias.

Itajubá, nas serestas,
incendiava o luar,
com seus versos delirantes
de vento leste e de mar.

Mais Aqui


Sucessão na Intendência
“Que ninguém se engane. Há, sim, gente poderosa torcendo, e trabalhando, para que o nome de Damião Pita emplaque como candidato a prefeito. Se decolar, o bicho pega.”
De Roda Viva, Diário de Natal, 16/01;2008


Abelhinha, Viiiiige!
Fadiga

(Wilma) está cansada de puxar candidato pelo braço – exemplificando Aldo Tinoco e Carlos Eduardo (que não tinham votos e ela conquistou o suficiente para fazer deles prefeito de Natal) – e depois da vitória ser traída pela ingratidão...

Próprios pés

Logo um wilmista falou: - sua pretensão é se eleger senadora, e seus votos em Natal já são certos, não precisa de prefeito. Então, a Senhora não precisa se desgastar nas ruas para fazer nenhum candidato.

Será???
aqui



Cajueiros e javaris solitários

Zuza desasna beócios e os lorpas instigantes são castigados por um decurião de maus bofes, caso promovam azáfama e balbúrdia nas salas de aula.

Gothardo Neto, filho do professor, instrui-se no castiço vernáculo, onde a pureza e a forma lingüística são a busca maior da perfeição poética. O soneto em alexandrinos o atrai. As belas morenas o inspiram. Um amor proibido o consome.

Sorumbático, sai à noite, com seu sari indiano, entre as veredas dos aningais que ladeiam o Tissuru, e para além da Cruz da Bica descamba para a Salgadeira, lugar de tugúrios, mansarda, botecos pobres, onde, entre tragos, sacia sua desdita. É também Zé Fidélis, o poeta das sombras.

Viram-no para os lados da nossa última tatajubeira – divisa entre Ribeira e Rocas – de fraque azul desbotado, botas rotas, chapéu fora de moda, chapinhando em poças de lama, uma corda de caranguejos entre os dedos. É Ferreira Itajubá, Azinho.

Vem dos pastoris, das lapinhas, dos fandangos. E seu violão é coberto com folhas-de-fladres. Feito de luz, o poeta é a festa maior da cidade. São suas as alvadias dunas. São seus os cajueiros e javaris solitários.

Nessa noite, Azinho está insone e com sede. Quem sabe, nas barracas da Feira do Salgado – futura estação ferroviária – não haverá um caritó aceso e um bom copo de aguardente?

- Não tenho nenhuma bebida – disse o bodegueiro.

- Bote água na garrafa, fica o gosto – redargüiu Itajubá.

- Não dá mais, poeta. Gothardo Neto passou aqui e já bebeu a lavagem...

Aroldo Martins


Centro inseguro

A Intertv mostrou uma reportagem sobre a insegurança do Centro Histórico de Natal, fazendo referência aos marginais que apavoram os comerciantes e transeuntes daquela região. Os nomes foram dados e o delegado responsável pela delegacia mais próxima – que não gravou entrevista -, disse à repórter Virgínia Coelli que a delegacia não dispunha de condições de trabalho satisfatórias. Um hoteleiro local, entretanto, disse que a Polícia prende, mas que solta imediatamente os delinqüentes que fazem “ponto”, inclusive atacando pessoas que freqüentam a Igreja do Galo e a Catedral Metropolitana.

Será que depois dessa reportagem as autoridades policiais irão garantir segurança aos clientes, comerciantes e boêmios do Centro Histórico?

Sei não...

Leonardo Sodré

Aqui


... Peraí !
Eduardo Alexandre

Câmara Municipal pode ser despejada
‘‘No final do ano passado houve algumas tentativas, mas nada foi resolvido.” Giuseppi da Costa, procurador geral da UFRN

Pode ser que não chegue a tanto. Que a Câmara Municipal não seja despejada. O fato é que a UFRN se deu conta de que era proprietária do imóvel e que a ela também pertencia o prédio onde hoje funciona a Secretaria de Finanças, da Prefeitura.

O prédio da Secretaria de Finanças abrigou o velho Atheneu histórico, quando os alunos passavam sabão nos trilhos dos bondes, para que esses não subissem a ladeira da Ribeira à Cidade Alta. As rodas de ferro dos bondes deslizavam no ferro dos trilhos.

A sede da Câmara foi uma luta do falecido Dom Nivaldo Monte, para abrigar a Escola de Serviço Social, depois Faculdade e incorporada à Universidade.

Sedes inadequadas ao funcionamento tanto da Câmara como da Secretaria.

A Câmara vive uma reforma eterna. O estacionamento da Secretaria é o que poderia ser e não é a Praça do Estudante.

Na Câmara, a febre construtivista - está sempre em obras - levou embora um belo espaço cultural e parte do pátio do jardim Dom Nivaldo e ninguém disse nada; o poeirento estacionamento da Secretaria, se tirar, o trânsito e o desconforto urbanos aumentam. Não consultei os técnicos, mas, me parece, a inadequação do prédio à função não fica apenas do lado de fora.

A praça compensará o desconforto do aumento do trânsito em busca de estacionamento.

Para o problema de estacionamento no centro, a Natalópolis, parece, ainda não tem mega projeto.

Agora, não dar trela a uma conversa dessa importância...

Mais aqui e aqui

Escola de Serviço Social, ainda em construção.
Hoje, Câmara Municipal do Natal


Memorial do Grande Ponto

Celso da Silveira

Luís Tavares, de linho
LS-120
sapatos de duas cores,
bico fino de camurça,
ou couro de jacaré,
ditava a moda da praça
e ainda dava de graça
seu jeito de meninão.

Sorveteria Polar
(pianista Paulo Lyra)
onde se falava inglês
- "US Navy, my friend" -
de Aparício Meneses
ao engraxate da casa,
no tempo do americano.
O primeiro telefone
de serventia do povo
(nosso orelhão de outrora)
- "basta pagar e ligar" -
ficava numa cabine
toda vedada de vidro,
na antiga Casa Royal,
onde os segredos guardados
não coravam as namoradas.

Mais aqui


Carnaval na mata

Para quem gosta do Carnaval como os de antigamente não pode perder o ensaio que a Banda Independente da Ribeira vai fazer no próximo Som da Mata.

Idealizada por Leonardo Godoy e capitaneada pelo arquiteto Haroldo Maranhão com o propósito de revitalizar o carnaval de rua da capital potiguar e valorizar o Centro Histórico de Natal, a Banda conta com 35 músicos de várias idades, mas virtuosos como exigência imposta pelo maestro e trombonista Gilberto Cabral.

Com um repertório de mais de 150 músicas ensaiadas toda terça no Largo da Rua Chile, prometem transformar o Parque das Dunas num grande salão onde até os sagüis, tocandiras, iguanas e, principalmente as aves, vão cair no frevo. Nesse dia, os freqüentadores do Parque poderão adquirir a camiseta oficial, um souvenir para usar na saída da banda pelas ruas do Centro Histórico no dia 25 de janeiro (sexta-feira) com concentração às 18h00 no Bar de Nazaré, arredores do Beco da Lama, seguindo para o Largo da Rua Chile. Ah! quem quiser, pode levar seu pacote de serpentina e improvisar uma fantasia.


Show: Banda Independente da Ribeira
Local: Anfiteatro Pau-brasil Parque das Dunas
Data: 20 de janeiro domingo
Hora: 16h30
Ingresso: R$ 1,00 (um real)
Informações: 3201 4440

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

NATALÓPOLIS

3 Torres de 30 andares
Tirol

Sucessão na Intendência:

PT quer reciprocidade e PCdoB discute candidatura


ELEIÇÕES - Antenor Roberto
e Geraldo Pinto discutem estratégias
para os partidos de esquerda em Natal
15/01/2008 - Tribuna do Norte

Anna Ruth Dantas - Repórter

Enquanto a governadora Wilma de Faria silencia sobre o palanque que formará nas eleições de 2008, os dirigentes dos partidos da base aliada travam uma verdadeira disputa pela definição do candidato para concorrer à Prefeitura de Natal. Depois do deputado Robinson Faria (PMN) ter defendido a neutralidade e da deputada estadual Micarla de Souza cobrar o apoio da governadora como contrapartida do pleito de 2006, os chamados “partidos de esquerda” entram na discussão.

O presidente estadual do Partido dos Trabalhadores, Geraldo Pinto, afirma que o momento é da chefe do Executivo retribuir o apoio recebido pelos petistas na campanha eleitoral pela reeleição. Já o presidente estadual do PC do B, Antenor Roberto, afirmou que, caso a base aliada tenha apenas um candidato, a legenda integrará a coalizão. Se os partidos aliados lançarem mais de um nome, o PC do B já decidiu: também terá candidato próprio.
Mais, aqui


Da Abelhinha Eliana Lima
Prego batido
A deputada-secretária Larissa Rosado já decidiu: será candidata a prefeita de Mossoró.
E já matriculou as duas filhas em colégio mossoroense.
Jogo
O secretário-prefeitável Damião Pita mostrou força política e popular, na sua festa de aniversário, na ASSEN.
Aqui


Chão Canguleiro


Os ensaios da Banda da Ribeira têm sido muito concorridos. Um verdadeiro ponto de encontro de velhos amigos.

Gente daqui e os daqui que moram fora, quem está em Natal que gosta de frevo, está indo aos ensaios. A coisa mais linda: 35 músicos dos melhores do RN tocando frevos maravilhosos de compositores locais e aqueles frevos tradicionais consagrados ao longo dos carnavais do Brasil.


A platéia só de gente conhecida sentada nas cadeiras e mesas acompanhada de um gelada que ninguém é de ferro.
Não falte. A partir das 7 da noite, em frente ao Bar das Bandeiras, no largo da Rua Chile, na Ribeira. É grátis. Leve uns amigos que vai ficar melhor ainda.

Esse é o penúltimo ensaio. O último é dia 22.
A banda sai dia 25. Concentração à tarde no centro da cidade depois desce pra Ribeira. A banda não tem fins lucrativos. Não é obrigatório o uso da camisa, mas ela está a venda por 15 reais para quem quiser de souvenir.

Petit


Adeus ingleses

A Tui Uk, que traz ingleses para Natal, já anunciou que esta será a última temporada. E a MyTravel, que trabalha com escandinavos colocou o Rio Grande do Norte em processo de avaliação. Este ano, o vôo semanal vindo da Noruega, Suécia e Dinamarca já teve o número de passageiros reduzidos de 360 para 199. Tudo isso é reflexo do nó cego do dólar e euro em alta, e, aqui no RN, a falta de um bom aeroporto e a de segurança agravaram esse quadro.
De Airton Bulhões, no Jornal de WM Aqui

Bugueiro é executado enquanto trafegava pela Redinha

O bugueiro Magnus Ranieri, 38, foi assassinado ontem à tarde quando voltava de mais um dia de trabalho na Av. João Medeiros Filho (estrada da Redinha). Ranieri estava acompanhado pelo ‘‘orientador turístico’’ João Maria Tomás de Lima, 26, quando um homem em moto preta disparou, com o veículo em movimento, cinco tiros contra o motorista.

Depois dos disparos, o buggy ficou descontrolado, atravessou o canteiro e parou ao bater em um poste em frente ao Mercadinho Candelária, parando na contra-mão. Nenhum carro que vinha no sentido Natal-Redinha colidiu com o buggy e nenhum pedestre foi acidentado. Amigos presentes relataram que ele morava na Av. Itapetinga.
Mais, aqui


PT e governo novamente em crise
Ganha cada vez mais força o rumor de que o secretário de Saúde, Adelmaro Cavalcanti (PT), não conseguirá permanecer na pasta depois de mais uma crise que sua gestão atravessa, desta vez, com o impasse gerado pela decisão de transferir pediatras do Hospital Walfredo Gurgel para o Maria Alice Fernandes. Aqui


Jornal do Commercio” destaca interesse de
grupos estrangeiros pelo RN

Eduardo Maia/DN
A ponte de Todos Newton Navarro é citada como uma das obras que está mudando o perfil econômico do RN
No mercado brasileiro, o Rio Grande do Norte virou um dos maiores destinos turísticos para as regiões Sul e Sudeste por força de seus atrativos naturais, que fizeram da atividade a segunda mais importante em termos econômicos para o Estado, apenas atrás do petróleo. No mercado internacional, Natal virou destino de portugueses, espanhóis e ingleses. Primeiro vieram investidores de primeira leva, comprando
casa para transformá-las em pousadas e pequenos hotéis.
Agora são as grandes cadeias imobiliárias européias que
escolheram o Estado como a nova rota de investimentos
dentro do chamado turismo de segunda residência.

Aqui



Sem vacina para a febre amarela

Em Natal, quem precisa tomar a vacina contra a febre amarela está tendo que andar muito para encontrá-la. Poucas são as unidades que ainda têm o medicamento, já que a procura aumentou bastante depois da confirmação da morte de um morador de Brasília, no último dia 10.
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Para Chegar ao paraíso, o inferno

Título do comentário de Roda Viva, Diário de Natal, a respeito do trânsito de acesso às praias de veraneio


A Marina. A Ponte. O Forte


NATALÓPOLIS
Eduardo Alexandre

O poeta Plínius é quem, na sua linguagem excêntrico /macunaímico
/processo /modernista /futurista, chama a aldeia do Potengi de Natalópolis.

Só está preocupado com a segurança na sua Santa Rita. Como os da Redinha, Redinha Nova, Graçandu, Cotovelo, Pirangi, Maracajaú, Barreta.

São muitas as estórias de assaltos a residências. Aqui, no entanto, a conversa é outra: são esses mega empreendimentos que começam a fazer a Natalópolis futurista de Plínio Sanderson, ele que quer morar em Santa Rita.

No cardápio imediato da Natalópolis, a Marina do Potengi; o Terminal Pesqueiro de Natal; o mega golf resort da Duna Dourada, em Pitangui; o super aeroporto internacional de São Gonçalo; a duplicação da Br-101, mais a ponte e seus acessos; as centenas de torres que vão chegando.

A Natalópolis é irreversível. Cuidar da segurança dos da aldeia também. Ou cuida ou vamos viver a Babel feudal trancados em casas urbanas, deixando a Natalópolis para consumo dos que nos visitam, têm aqui uma segunda residência ou vêm morar nos confinados condomínios que a insegurança gera, sem desfrutar de toda a beleza e felicidade que é viver na Aldeia Poti.


Marina do Potengi

Área cedida pelo município, em regime de concessão, localizada à margem esquerda do rio Potengi, ao lado da Fortaleza dos Reis Magos


Padrões internacionais

Grupo espanhol BCM Ingenieros S.L.

Investimento de R$ 90 milhões (30 milhões de Euro), R$ 45 milhões em um primeiro estágio



Oficializado com a assinatura de um protocolo de intenções entre o grupo e o prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves.


Terminal Pesqueiro de Natal


O Terminal Pesqueiro de Natal será um dos maiores do País e um dos principais pontos de embarque e desembarque da pesca oceânica do Hemisfério Sul

Valor total previsto de R$ 12 milhões

Situado à margem direita do rio Potengi, no bairro da Ribeira

725 metros de cais, 340 metros de comprimento para área de descarga e outros 385 para o setor de suprimentos.

2 mil metros quadrados para dois mercados destinados à comercialização de peixe.


A verdadeira história de Linda Baby

Foto: AG Sued

Pedrinho Mendes

Por Alexandro Gurgel
A canção “Linda Baby” é a marca registrada de Pedrinho Mendes. Composta em 1981, quando o músico tinha 18 anos, “Linda Baby” tomou uma dimensão nunca antes imaginada pelo autor. Pedrinho compôs a música para a “cidade que é o meu viver”. Atualmente, “Linda Baby” é considerada oficialmente o “hino extra-oficial” de Natal. “Já cantei essa música em cerimônias onde ela foi considerada como hino da cidade”, salientou.
Mais Pedro Mendes, Aqui


Papangu

Túlio Ratto, de Mossoró, está com uma janela, digo, porta imensa, no portal No Minuto
Sua estréia foi hoje. Confira a coluna, com um bom passeio pelas praias da nossa Natalópolis.
Aqui


Isso lá é prêmio literário!
A coluna Bazar tá com texto novo, lá no Nominuto. Depois dos causos Funarte e Astier Basílio, estamos comentando esse negócio de concurso literário, aproveitando para jogar um olhar sobre os que rolam aqui no RN.
Alex de Souza, aqui




Caro amigo Dunga

Obrigado pelas fotos da Fortaleza. Ambas são muito interessantes e ilustrativas.
A da capela, que eu já conhecia, mas em cópia sem a nitidez desta, mais me faz assegurar que a antiga capela não é esta. Argumento:

1. A capela que aparece não ocupa o centro do pátio; está deslocada em direção ao Corpo da Guarda. Uma das assertivas era de que ela ocupava o centro do Pátio d'Armas. É a estrutura em arcos, que suporta o que deveria ter sido o Depósito de Pólvora, que ocupa o centro aludido. Esta capela, portanto, deve ter sido construída em época bem mais recente do que o forte.

2. O telhado da capela - que aparece derruído - é de feitio construtivo diferente do resto da fortaleza. Muito frágil, com ripas de madeira, que não eram utilizadas no século XVII. Dá para notar, inclusive, que as telhas são das ditas 'francesas', com garras para firmarem-se uma nas outras, como as que foram utilizadas na Estação e nas Oficinas da Great Western, na Ribeira. As telhas do resto da Fortaleza são do tipo 'colonial', sem garras. O tipo francês de telha veio para o Brasil no século XIX.

3. Resurge a velha pergunta: por que razão o Instituto que antecedeu ao IPHAN, aceitou que não se recuperasse tão importante estrutura, ainda mais havendo foto que documentasse o feitio. A única razão é a de que não era uma estrutura contemporânea da antiga fortaleza. Preoucupou-se, contudo, em 'marcar' o lugar desta adição arquitetônica, com a construção de uma mureta delimitadora do espaço, de maneira didática, como manda a boa norma internacional de preservação de monumentos históricos. Mais correto teria sido se a escadaria tivesse sido retirada, igualmente. Tanto esta quanto a que dá acesso à cisterna. Esta, alterou bastante a entrada da capela original - com portas e janelas em arco, enquanto que a da 'capela' nova obliterou os vãos dos arcos de sustentação, tirando-lhes a função, principalmente a da aeração na parte inferior do pailo, que era acessível através de escada de pau.

A segunda foto, além de mostrar Câmara Cascudo e Sylvio Pedrosa, traz uma informação arquitetônica singular: na construção que aparece por detrás de Cascudo, existe diferença em relação à atual. Surge, inclusive, uma pequena construção que não foi preservada.

Um grande abraço, e fico no aguardo de seus abalizados comentários.

Do amigo

Walner Spencer


Cascudo e o ex-governador Sylvio Pedrosa
em visita à Fortaleza dos Reis Magos

Detalhe apontado pelo prof. Walner



domingo, 13 de janeiro de 2008

PUXANDO CARRINHOS DE GOLFE

Redinha vista da Ponte Newton Navarro

Sucessão na Intendência

Hermano: minha candidatura é independente
aqui
Micarla espera que Wilma não favoreça nenhum candidato
aqui


Tumulto no mar
"Um cruzeiro de sete dias entre Fortaleza e Natal (RN), passando por Fernando de Noronha e Recife (PE), terminou em clima de tumulto." Aqui



Desabafo na Abelhinha
Um apaixonado por estas terras potiguares desabafa em torno das tantas grandiosidades anunciadas para o ‘desenvolvimento’ do Estado: - Não sou contra esses mega-empreendimentos que priorizam turismo de segunda residência para europeus; mas o que isso realmente significa?

Significa que estamos vendendo barato pedaços significativos do território brasileiro, que se tornarão enclaves de outros países aqui dentro. Ou você acha que brasileiros poderão circular livremente por esses condomínios? Só se for puxando carrinhos com tacos de golfe....
Mais, aqui


Ponto Contra Ponto, n’O Poti: Estação Turística
A alta estação de 2008 será melhor que a de 2007?

“A alta estação deste ano tem tudo para receber mais turistas que 2007”, Fernando Fernandes, Secretário Estadual de Turismo.


“Entre as principais causas desse declínio no turismo eu posso citar o problema cambial. Mas tem outro fator importante a ser discutido: o problema de infra-estrutura aeroportuária, que é bastante acentuado em Natal. O aeroporto Augusto Severo é uma prova visível da capacidade administrativa da Infraero. A atual situação desse aeroporto é um absurdo”, Mário Barreto, hoteleiro.
Aqui


O carnaval e um pierrot

Cláudio Galvão

O carnaval passara da avenida Rio Branco para a Deodoro. O Grande Ponto estava apequenando, mas, para se chegar ao desfile, passava-se por ele. Por ali, circulava-se, indo ou voltando.

Esquina da Princesa Isabel com João Pessoa. Pausa para tomar um sorvete na Sorveteria Cruzeiro. Pessoas vão e voltam, fantasias e mascarados. Há restos de sambas e marchinhas pelo ar e um delicioso perfume das “lanças”, inocentes e permitidas.

No meio da rua, um pierrot de branco parou em frente à porta. Tira do bolso um lança-perfume e ensopa um lenço que leva ao nariz. Logo seus braços pendem e o lenço se desprende. O pierrot hesita, vacila e começa a cair devagar. Flutua, como que paira, leve, descendo aos poucos até o chão.

Acodem pessoas a socorrê-lo, levam-no não sei para onde.

“Era Newton Navarro”, alguém disse

Natal antiga
À frente da torre, o prédio da Intendência, hoje Prefeitura Municipal do Natal


Ficção Científica em extinção?
Aonde vai o bonde da Ficção Científica?

Aqui


A Tenda do Cigano
Chagas Lourenço

Descia pela Ladeira do Sol numa sexta-feira em busca de aventuras nos bares da orla. Pegou a direita no Clube Bandern e seguiu por Areia Preta, passando pelo bar Bate Papo, dirigindo-se depois até o É Nosso. Por fim, encostou no Iara Bar.

Pediu uma cerveja estupidamente gelada para lavar o peritônio.

Nas mesas, algumas pessoas bebiam e fumavam, mas não viu ninguém conhecido. Pagou a cerveja e voltou para a orla, seguindo pela Avenida Circular.

Chegando no girador da rua, sentiu vontade de ir ao puteiro, logo à esquerda, vizinho ao bar Castanhola, mas preferiu encostar no Chaplim, que era o bar mais badalado.

O bar estava cheio de gente e, numa mesa de canto, estavam Paulo e Roberto, dois amigos das freqüentes noitadas.

A mesa ficava encostada à sacada, do lado do mar, e, às vezes, salpicos das brumas batiam em todos. O clima, muito agradável e um pouco frio por causa do vento marinho que soprava, convidava para tomar uma bebida mais quente, destilada.

- Garçon, traz um Teacher’s duplo, por favor!

Foi quando chegou Neuza, uma velha amiga, já dando dois beijinhos em todo mundo, para depois sentar à mesa.

- Alguém tá afim de um baseado?

- Calma menina, acabamos de chegar.

- E daí? Garçom, me traz uma Cerpinha! Vocês sabem que tomando minha cervejinha sou pau pra toda obra, não sabem? Vamos pra boate hoje? Arriscou.

Neuza era uma jovem de 23 anos, universitária, fazia sociologia na UFRN, inteligente, culta, mas, como se costuma falar, meio porra-louca. Tinha mania de dizer que topava tudo, que era pau pra toda obra e, quando embriagada, dizia sempre: sou obra pra todo pau.

Resolveram, logo depois, ir para a Royal Salute. Tina Turner, Barry White eram os sons que rolavam. No pedestal do DJ, Black Zé dançava a noite inteira, sozinho.

Dançaram e beberam até às quatro da manhã.

- E agora, pra onde vamos?

- Tenda do Cigano, gritou Neuza.

- Que tal uma ginga frita no Jangadeiro?

- Você quer ir ver as putas? Francisca, Carioca, Maria Perna Grossa, aquela que vende calcinha na praia?

- Vamos para a Tenda, tomar caldo a cavalo com batida de amendoim!

Encharcaram-se e saíram da Tenda por volta das cinco e meia, o sol já subindo o mar como uma imensa bola de fogo avermelhada.

Cheia de desejos, Neuza perguntou:

- Você já foi ao Corujão?

- Já, mas agora quero mesmo é ir para casa dormir.

- E mais tarde ? Insistiu Neuza.

- Tenho um compromisso às duas da tarde. Vou jogar sinuca, disputando cerveja, lá no Pé do Gavião, na Redinha.

- Tô dentro! Respondeu ela despedindo-se.

O Corujão era o novo motel da cidade. Antes dele, só o Jóia, na Ribeira; a Boite Calango, na estrada de areia que levava à Ponta Negra, dentro do mato; a transamazônica, no mangue, ao lado do Forte, e as casas de recurso. Só depois surgiria o Tahiti.

Mais Chagas Lourenço, Aqui


UMA AULA INESQUECÍVEL COM MALBA TAHAN
(Ailton Salviano – Jornal de Hoje, 2006)

O ano era 1957. A escola, o Colégio Estadual do Atheneu norte-rio-grandense, então um prédio novíssimo e pujante situado na Avenida Campos Sales com a Rua Potengi no elegante bairro de Petrópolis em Natal. A minha turma do 2º ano ginasial, pelo seu bom desempenho em Matemática, matéria lecionada pelo jovem professor Evaldo, fora convidada pelo diretor do colégio, professor Protásio Melo para uma palestra. Na realidade, tratava-se de uma aula-demonstração ministrada pelo genial mestre, educador, pedagogo, escritor e conferencista brasileiro Júlio César de Mello e Souza. Esse professor de nome ignorado por muitos, tornar-se-ia deveras conhecido se fosse chamado pelo seu pseudônimo: Malba Tahan.

Após a turma reunir-se em uma sala especial, o professor Protásio fez a apresentação do palestrante. Dirigindo-se aos alunos, o professor Júlio apresentou-se como Malba Tahan (segundo ele, pronuncia-se "Tan") e disse que estava ali para fazer uma pequena demonstração de uma aula de matemática com a participação efetiva de todos, numa tentativa de quebrar o tabu dessa tão rejeitada e temida disciplina, tornando-a atrativa e interessante.

Perguntou então ao nosso professor de matemática, uma definição bem conhecida e perfeitamente dominada pela turma. Após pensar por um instante, o professor Evaldo respondeu sem hesitação: o quadrado da soma de dois números!

Bem, continuou o professor Tahan, vamos repetir pausadamente a tal definição: "o quadrado da soma de dois números é igual ao quadrado do primeiro número, mais duas vezes o produto do primeiro pelo segundo, mais o quadrado do segundo". Todos vocês dominam essa expressão?

Ao ouvir a resposta afirmativa da classe, o professor Tahan explicou os procedimentos da aula. Vou perguntar indiscriminadamente a cada um de vocês na seqüência, esta definição. Cada um responde apenas uma palavra. Aquele que errar a palavra da vez, levará uma “Cruz na Testa” feita com giz. Por exemplo: o primeiro a quem eu apontar diz: "O", o segundo apontado fala: "Quadrado", o terceiro complementa: "da" e assim por diante.

Quase meio século depois, jamais aquela aula apagou-se na minha memória, tampouco aquela definição. O mais engraçado foi que o primeiro aluno a levar a Cruz na Testa foi um colega que era gago e na sua vez, não disse a palavra por motivos óbvios.

A lembrança desses momentos com o professor Malba Tahan ressurgiu espontaneamente e por coincidência no trigésimo aniversário da sua morte ocorrida em junho de 1974 no Recife. Um dos escritores brasileiros de mente mais fecunda, o insuperável Júlio César de Mello e Souza, nasceu na cidade do Rio de Janeiro no dia 6 de maio de 1895. O personagem Malba Tahan, por ele criado, um exímio contador de histórias, nasceu em 1885 na aldeia de Muzalit na península arábica.

Júlio César escreveu 69 livros de contos e 51 de matemática. É simplesmente notável o seu "O Homem que Calculava". Apesar do nome e dos contos árabes, Júlio jamais esteve na Arábia.

Criador de uma didática própria e divertida, o professor Júlio César era inventivo e ousado, estando séculos-luz à frente do ensino teórico e expositivo da sua época. Crítico voraz da didática dos velhos tempos, encontrou quando estudante no Colégio Pedro II, uma forma inusitada de demonstrar a sua desaprovação pelos métodos de ensino da matemática, tirando notas vermelhas na disciplina que posteriormente, viria a se tornar um invejável mestre. Nos seus tempos de colégio, prenunciando a sua condição de escritor de inesgotável imaginação, para amealhar alguns trocados, fazia redações para os seus colegas e as vendia por 400 réis. Chegou a usar pseudônimos ingleses para ver seus artigos publicados nos jornais daquela época.

Esse mago da didática e dos exercícios matemáticos cultivou durante toda a sua vida uma preocupação e dedicou-se de corpo e alma à causa dos portadores de lepra (hansenianos). Durante 10 anos, editou a revista Damião que defendia o reajuste social desses enfermos. Tamanha era a sua dedicação a essa causa que constou do seu testamento um último pedido – a leitura de uma mensagem de solidariedade aos hansenianos. O seu sepultamento foi simples, não teve honrarias nem homenagens como ele próprio pediu, mas a sua memória atravessará muitas gerações tendo a minha, o privilégio de conhecer esse personagem inesquecível.



quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

NA ROTA DO DAKAR?


Antonio Banderas já está mais pra lá do que pra cá?
Somos xenófobos ou acolhedores?

Marco de Touros hoje, na Fortaleza dos Reis Magos

Sucessão na Intendência:
Walter quer apoio do prefeito para Hermano DN aqui
Almir não vê favoritismo de Micarla para a prefeitura aqui
O que eu tinha que fazer para viabilizar minha candidatura, já fiz, agora depende da governadora (Rogério Marinho, Frase de Roda Viva)



Da abelhinha Eliana Lima
aqui
Mega

A governadora Wilma receberá hoje um convite do empresário norueguês Torben Frantzen.

Para o laçamento do seu complexo em Cabo de São Roque, onde serão construídos hotel, resort, campo de golfe, residências, campo de futebol..., numa área de 400 hectares, que já foi fazenda de Fernando Burle.
A festa será dia 29 próximo, com presenças do jogador-pé-de-ouro David Beckham e da duquesa de York, Sarah Ferguson.


É DANDO QUE SE RECEBE

EU DOU

SUBSÍDIO

PRA VOCÊ

SABER

DE MIM


EU DOU

ASA

PRA VOCÊ

VOAR

PRA MIM


EU DOU

FUGA

PRA VOCÊ

ESCAPAR

EM MIM


EU DOU

SOPA

PRA VOCÊ

SORVER

A MIM


EU DOU

PISTA

PRA VOCÊ

CORRER

PRA MIM


EU DOU

BANDEIRA

PRA VOCÊ

BALANÇAR

POR MIM


EU DOU

LINHA

PRA VOCÊ

VOLTAR

PRA MIM

© Civone Medeiros
Aqui



"Frases, desenhos e os símbolos? É uma exposição de arte ou curso pra motorista no Detran?"
Franklin Serrão, artista plástico, sobre a intervenção de Marcelo Gandhi na Galeria Newton Navarro


MEGARESORT DA DUNA DOURADA
Do Grupo:
Re: [ALDEIA POTI] Eita! Lá vêm os turistas...


Sex Clô,

"As vendas têm como garotos-propaganda o jogador de futebol Ronaldo e o ator espanhol Antonio Banderas."


Você já imaginou encontrar o Banderas na Praia dos Artistas? Lá na frente Romário, os Ronaldos, Bobô e Bredipiti numa pelada de praia?

É a II Invasão Européia em curso.

Natal será uma das Babel do mundo. Fados fatídicos. Íberos, itálicos, nórdicos, sinos, xicanos, arrentinos, cearenses e paraibanos.

É uma invasão globalizada, sem chance para a Aldeia Poti.

A arma é o Euro, uma bomba de efeito devastador nos países sem moeda de igual valor.

Vai chegar um tempo em que todos teremos que fugir para as terras Cariris.

Quando nelas chegarmos, sem surpresa, vamos comprovar que os gringos também já dominaram todos os nossos Seridós.

Eduardo Alexandre



No meu Cariri
Dunga,

E tu acha que esses famosos vão ficar de bobeira na Praia dos Artistas?

Quando eles vêm, ficam nas piscinas dos hoteis de luxo, cercados de seguranças. E pela foto que vi do Antonio Banderas ele já tá mais pra lá do que pra cá... Nem me atraiu muito.

Penso que o Cariri, com seu clima seco e inóspito, não vai agradar muito a esses estrangeiros. Só quem tem natureza de bode, como a gente, agüenta aquela natureza seca e abrasadora, mas belíssima, na minha opinião.

Clotilde

Natalópolis menina
"Natal será uma das Babel do mundo. Fados fatídicos. Íberos, itálicos, nórdicos, sinos, xicanos, arrentinos, cearenses e paraibanos. É uma invasão globalizada, sem chance para a Aldeia Poti." Eduardo Alexandre



Casa Grande e Senzala:

Um resort com vista para a ponte
Por José Correia Torres Neto

Grande empreendimento! Um condomínio fechado, com segurança, desenhado por um dos maiores arquitetos do Brasil. São quatro suítes, sala amplíssima, cozinha mista, armários embutidos, área de serviços e quatro vagas na garagem. Um apartamento por andar e, no último, um triplex com padrões internacionais.

Varanda nos três lados do apartamento. Banheira em todas as suítes, playground, clube recreativo, pista para caminhada, piscina semi-olímpica, churrasqueira, salão para festas. Câmeras em todos os corredores, nos elevadores, nos saguões e em todas as entradas.

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ESTAMOS TODOS IRREMEDIAVELMENTE ESQUECIDOS

Carlos Gurgel

Quase sempre vejo as estrelas como figuras do passado. Mas hoje, quando acordei, tive um pressentimento horrivel. Era como um redemoinho que me roubava língua, pescoço e culhões. Arrastava-me feito um urso vadio, p'ro meio da noite, no espaço onde se vislumbra medo e intriga.
Foi como um vendaval que invadiu meu quarto, como uma força que me levou. Até hoje, por causa disso, invento uma resposta para uma pergunta que eu não sei como formulá-la. Sim, vagalumes me acompanham. O olor do universo, lá de cima, sua como pirâmides que anunciam anjos e trombetas.

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Natal na rota do Rally Dakar?

NOTÍCIAS DE JIPEIROS
Roberto Guedes

A possibilidade de a parte africana do “Dakar”, o maior rally do mundo, ser transferida para a América do Sul animou ontem pilotos natalenses de rally a imaginar que o começo da aventura começaria em Natal, por ser exatamente o ponto deste hemisfério mais próximo da Europa e já contar com um tráfego aéreo capaz de acomodar a transferência, para este continente, dos veículos e equipamentos de apoio a serem utilizados na competição.

Como se sabe, Natal, a capital do Rio Grande do Norte, é hoje o terceiro maior destino brasileiro de turistas europeus e um dos que mais recebem vôos fretados em função desta demanda. Além disto, algumas empresas internacionais mantêm vôos comerciais regulares ligando capitais européias a esta cidade. Esta “ponte aérea”, que lembra o apelido de “Trampolim da Vitória”, que os estrategistas norte-americanos deram a Natal durante a segunda guerra mundial, seria o que de melhor esta cidade ofereceria à logística do Dakar.

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Ensaio da Muitos Carnavais hoje, no Amarelinho

A Associação Cultural e Carnavalesca “Antigos Carnavais” está completando seu sétimo carnaval popular de rua em Natal este ano.

O “Antigos Carnavais- 2008” consiste num evento popular, aberto ao público e sem fins lucrativos, com objetivo do resgate cultural do carnaval natalense. Sua banda, regida pelo maestro Rezende, com cinqüenta músicos ao som do puro frevo pernambucano e músicas do nosso compositor carnavalesco “Dosinho”, faz ensaio hoje no Bar Amarelinho, Praça André de Albuquerque, vizinho ao Memorial Câmara Cascudo.

A saída da Banda será no dia 18 de janeiro, próxima sexta-feira, às 18h, da Praça André de Albuquerque (Cidade Alta), com destino às principais ruas da Cidade Alta e Ribeira, com chegada prevista para as 23h, iniciando o Baile da Saudade, na rua Chile.


TERRITÓRIO

O silêncio em mim é devastador
E a vontade em nada me faz acreditar que estava lutando e venci.
Não me iludo
Há uma descrença em meu território
Uma alegria que enxuga os olhos
Com mãos de menina
O que existe em mim
É uma sina
Uma Palestina.

Yasmine Lemos
aqui


A ARTE DE CONVERSAR
Clotilde Tavares

Nos dias de hoje, existe uma febre de aprender que toma conta de todas as pessoas. Mas não estou me referindo aos cursos formais, que devem ser freqüentados nas escolas e faculdades e sim àquele tipo de conhecimento que a gente não sabe direito se precisa dele, mas mesmo assim vai atrás.

Os livros que começam por “Como fazer…” enchem as estantes das livrarias e você pode encontrar títulos tão variados como o pioneiro “Como fazer amigos e influenciar pessoas”, de Dale Carnegie, passando por coisas práticas do tipo “Como resolver o problema de insônia do seu filho”, “Como se faz uma tese”, “Como lucrar na crise”, “Como evitar preocupações e começar a viver” e chegando a títulos mais sugestivos: “Como se dar bem com as mulheres”, “Como fazer amor à noite toda e levar uma mulher à loucura”, “Como desmanchar feitiços” ou “Como falar com seu anjo”.

Entre tantas coisas que as pessoas podem aprender a fazer, eu quero sugerir algo que se fazia muito bem, mas que, nos últimos trinta anos, parece que se desaprendeu um pouco: conversar.

Isso mesmo, conversar, bater papo, dialogar. A conversação é uma arte.

Manuais sobre o tema existem desde o século XVI, mas acredito que se aprende mais na prática do que nos livros. Conversar é como jogar tênis, porque os conversadores hábeis, os bons de papo, fazem o possível para manter a bola no ar, sem deixá-la cair no chão do silêncio, da falta de assunto ou do monopólio da palavra.

As pessoas hoje em dia, principalmente os mais jovens, não sabem mais conversar porque não sabem escutar, uma vez que a arte de conversar inclui também os momentos de escutar o que o outro diz. Hoje, interrompem sem necessidade, não prestam atenção ao rumo da conversa ou – pior ainda – se irritam, esbravejam e tentam impor suas opiniões.

Montaigne, em seu capítulo VIII do Livro III dos “Ensaios” diz que a conversação é o mais proveitoso e natural exercício do espírito; e que ensina e exercita ao mesmo tempo. Mas é preciso, para usufruir das benesses de uma boa conversa, estar atento para alguns detalhes. É importante discutir as coisas no plano do universal, sem puxar para o particular. Por exemplo: a discussão sobre as vantagens e desvantagens do casamento pode ser interessante, mas começar a contar tim-tim por tim-tim como é o casamento da vizinha transforma a conversa em fofoca. É preciso também entender que só podemos conversar se houver diferença de opiniões. Se todo mundo estiver de acordo não há necessidade de falar: basta ficar em silêncio e comungar espiritualmente com quem esteja do seu lado, uma vez que não há opiniões para serem confrontadas.

Para quem tiver interesse, recomendo três livros: “A Arte da Conversação”, de Peter Burke (UNESP); “A arte de conversar”, de Alcir Pecora (Martins Fontes), e “A Arte de Conversar”, de James A. Morris Jr. (Record).

Olhe: a melhor maneira de deixar o nosso cérebro brilhante é dar-lhe um polimento, esfregando-o no cérebro dos outros, sendo a conversação a melhor maneira de fazer isso. Pratique essa arte cujas regras de ouro são: não monopolizar, não interromper, não teimar, não tentar impor seu pensamento.

Você vai ver como é bom.

Mais Clotilde, aqui

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

DEU PRAIA

FRASE DO DIA

Do Blog do Noblat

“Vocês são muito cruéis. Todo mundo tem direito de ir à praia, menos os senadores? Não estou entendendo a democracia de vocês.”

Garibaldi Alves (PMDB), presidente do Senado


Arte contemporânea de Gandhi causa confusão na FJA

10/01/2008 - Tribuna do Norte

Rafael Duarte - Repórter

A arte contemporânea baixou na Fundação José Augusto esta semana e causou um alvoroço daqueles. A maioria dos funcionários do órgão não entendeu a mensagem do artista visual Marcelo Gandhi na exposição "Site Specific - Lugar específico" e desmereceu o trabalho sem questionar a proposta. Essa, por sinal, é a principal reclamação do artista potiguar, de 32 anos, que está de mala pronta para São Paulo, onde pretende continuar o trabalho que já desenvolve no coletivo paulista de arte contemporânea Ação Multiplicadora, formado por oito paulistas, um cearense e o potiguar.

Usando elementos como tinta lavável, nanquim, lápis, retroprojetor, DVD, embalagem de loja, foto, rascunho e impressão, Marcelo Gandhi levou para a galeria Newton Navarro um mundo urbano ao mesmo tempo particular e generalista. Frases, desenhos e os símbolos estão espalhados pelas paredes da FJA. "Passei dez anos coletando a grafia, sabia o que queria usar. Coloquei uma coluna vertebral, sorvete, foi pensado para fazer ali dentro da galeria. Coloquei vários fragmentos que também se unem também nessa dicotomia", afirmou.

Ele garante que não vai frustrado com o que chama de "atraso" de Natal em relação às outras capitais do País. "Natal nunca me parou com o provincianismo dela. Sinto-me realizado aqui e vou continuar realizando em outros lugares. Essa exposição traz grandes debates, boas discussões sobre o espaço da galeria, arte formal, desinformação das pessoas, problemática das instituições e identidade potiguar", refletiu.

Polêmica, a exposição "Site Specific" fica em cartaz até 31 de janeiro na galeria Newton Navarro, localizada no hall de entrada da Fundação José Augusto.

Segundo Gandhi, a Natal que é moderna para vários segmentos artísticos ficou para trás em relação à arte contemporânea. "Natal aceita todo o tipo de porcaria pop, enlatada e industrial de forma muito rápida. As pessoas aqui têm dificuldade em aceitar a arte

contemporânea. Isso é no Brasil todo, mas lá fora está mais avançado. Aqui é aquela rigidez, fica difícil. Na minha exposição, os funcionários da Fundação José Augusto se sentiram agredidos, disseram que não era arte. Mas em nenhum momento questionaram o trabalho, foi

tudo num nível raso. Mas essa polêmica é interessante porque desperta esse debate", analisa.

Segundo a artista plástica Sayonara Alves, Gandhi quis manter um diálogo com a cidade. "Marcelo levou o cotidiano para a galeria. Por isso causou a incompreensão da arte. Quando você está quebrando uma barreira, ainda mais num órgão público, acaba incompreendido", disse.

Serviço:

Exposição "Site Specific - Lugar específico", de Marcelo Gandhi, até

31 de janeiro, na galeria Newton Navarro (Fundação José Augusto).

Entrada franca.



No Blog de Canindé Soares, a foto da arte fotográfica em rua de comunidade.

Festa no Maruin

09/01/2008

Foto: Adrovando Claro
maruin2.jpg

Moradores da comunidade observam as fotos no varal e depois recebem de presente.

Sucesso ontem na comunidade do Maruin. Distribuição e sorteios de sextas básicas, brinquedos , balas, pipocas e doces, doados por fotógrafos que participaram do evento.

Adrovando Claro, Claudio Marques, Assis Oliveira, Alex Lima, Tyrone, Clovis Tinoco, Priscila Soares, Antonio Carlos Junior, Ney Douglas, Canindé Soares e Jailson Fernandes.

Também foi montado um varal fotográfico com fotos feitas dia 19 de agosto do ano passado, dos moradores as quais foram doadas aos fotografados.




Deu no Diário:

Arraia gigante agoniza e morre em Ponta Negra

Ana Amaral/DN
O animal foi golpeado deiversas vezes pelos pescadores que tentaram tirar a arraia do mar e retalhar o pescado
Uma arraia de aproximadamente três metros de largura e um metro e meio de comprimento virou atração turística durante todo o dia de ontem na praia de Ponta Negra. O animal, da espécie manta birostris, apareceu preso à rede de pescadores e foi muito maltratado durante toda a manhã até a chegada da Polícia Ambiental e do Corpo de Bombeiros e não resistiu aos ferimentos morrendo por volta das 15h. Uma pessoa foi presa com um arpão e notificada por crime ambiental.

Mais: http://www.dnonline.com.br/parceiros.php?url=http://diariodenatal.dnonline.com.br/index2.php


Viiixeee...
Da Abelhinha Eliana Lima, na Tribuna:
Estremece

Mais um ponto de indisposição entre governo e prefeitura: segurança na área do turismo.

Tudo porque o secretário Carlos Castim (Defesa Social) conseguiu, junto à Secretaria de Infra-Estrutura, o antigo canteiro de obras da ponte Newton Navarro para sede da Companhia de Policiamento Turístico da PM - considerado favorável por ser um dos principais corredores turísticos de Natal.

Estremece (2)

Maaasss...o local é dos mais cobiçados por empresários do setor imobiliário e - pasmem! -pela Prefeitura, que pediu a retirada da unidade policial, alegando pendências judiciais. Viiixeee...

Resultado:

Agora, a Companhia de Turismo mudou-se para duas salas no Quartel do Comando Geral, enquanto a população pede a polícia do turismo nas praias. E o prefeito Carlos Eduardo está contra a segurança?

Perigo

O prefeito sabe que aquela área é de extremo perigo. Vira e mexe, turistas e adeptos da caminhada são assaltados por lá. E olha que o prefeito caminha diariamente até aquela área.

É, mas talvez não se preocupe porque está protegido por seguranças...

Mais Eliana Lima, no
http://tribunadonorte.com.br/coluna2028.html



Só uma piadianha, gente.

QUAL É O MELHOR ESTADO BRASILEIRO?

Cinco amigos, um carioca, um paulista, um mineiro, um capixaba e um natalense estão tomando cerveja em um bar e inicia-se uma discussão interminável de qual seria o melhor Estado do Brasil.

O carioca logo saiu dizendo:

- Não há dúvida. O Rio é o melhor: tem a cidade mais bela do mundo, o povo mais alegre, muito sol, futebol, carnaval e as mulheres mais quentes do Brasil. E tem o Garotinho.

O paulista, engasgado pela dianteira do carioca, disse:

- Não tem a menor dúvida que é São Paulo, pois é a usina que movimenta o Brasil, tem a maior metrópole da América Latina, o povo mais trabalhador, mais rico, e tem o Lula.

Rapidinho, o mineiro defendeu seu pão de queijo:

- Minas sô, não tem praia, mas tá perto. Tem a melhor culinária, a melhor cachaça, e também tem Itamar Franco.

Depois o capixaba:

- O melhor é o Espírito Santo: tem praia, tem moqueca, tem o petróleo, tem Vitória e tem a Rita Camata.

Como o Natalense não se manifestou, os outros perguntaram:

- E aí, Potiguar, por que está tão quieto? Qual é a tua opinião?

O Potiguar/natalense finalmente respondeu:

- Para mim é a Paraiba, o melhor Estado.

- Ué, Cara! Não vai defender o teu Estado? Por que a Paraíba?

- Porque é a Paraíba que separa o Rio Grande do Norte de todos esses aí de baixo!

A II INVASÃO EUROPÉIA

Glorioso time do ABC. Você saberia escalar a equipe?
De Edmo, editor de esportes do Diário de Natal:
Sabará, Hélio Show, Domício, Joel Ribeiro (Joel da Muqueca), Maranhão e Anchieta.
Agachados: Noé Silva, Amauri, Alberi, Danilo e Noé Soares.


INVASÕES BÁRBARAS

Do Blog do Ailton


Li, não lembro onde, que Clotilde Tavares (lembram dela?) ficou escandalizada com o megaresort que os espanhóis vão construir na Taba.

Clotilde, cuja maior virtude é ser irmã do talentoso Bráudlio Tavares, sugeriu um movimento “apartidário” para expulsar os “instrangeiros” da Taba.

Vou logo avisando que nessa guerra profana estou do lado dos gringos. Não vejo saída mais inteligente e sensata para civilizar os bárbaros que vivem à margem do Potengi que ceder de corpo e alma aos encantos do capitalismo.

O que seria Nova York sem judeus e irlandeses? E São Paulo sem os italianos?

Por favor, me inclua fora dessa babaquice de que temos de preservar nossos bosques e nossas dunas, este discurso só interessa aos políticos cuja carreira é pautada na apologia da pobreza.

A maioria das pessoas quer bem-estar, conforto, celular, computador, educação, saúde, internet, e o que a vida moderna possa oferecer de melhor.

Quem tiver de saco cheio faça como Chapeuzinho Vermelho, vá passear na Floresta. Mas cuidado com o Lobo Mau.

Minha torcida é para que Clotilde Tavares permaneça lá.

Aqui em Ponta Negra, prefiro a companhia de espanhóis, noruegueses, franceses, dinamarqueses, suecos, americanos, russos, poloneses, chineses.

O mundo virou uma aldeia global desde que um engraçado decidiu abandonar a vida entediante da caverna.

Tem gente que não se conforma com isso.

Prefere ver o mundo mergulhado nas trevas.

Ailton Medeiros



Caviar, champanhe e Ministério Público

João Moreira Salles, Revista Piaui

Natal, capital do Rio Grande do Norte, não é exatamente um celeiro de celebridades. Com exceção da top model Fernanda Tavares, a fama dos personagens nativos corre na faixa que vai da Paraíba ao Ceará. Mas, se o nordestino é um forte, o colunista social potiguar é um hércules. A pobreza da lavra não o impede de suar o rosto nas minas exíguas do jornalismo de sociedade. O ouro é pouco; a concorrência, imensa. Espalhados por jornais, rádios e tevês, o contingente de colunistas potiguares é forte de cerca de noventa almas.

O vespeiro se alimenta das festas, farras, intrigas, políticas e segredos de alcova dos personagens que a tradição local organiza em três castas: os jets (dotados de classe e dinheiro), os pibs (com mais dinheiro que classe) e os pebas (sem nenhum dos dois). Nas últimas semanas, entretanto, o que se viu em Natal foi uma inversão das coisas. Nem jets, nem pibs, nem pebas produziram as notícias mais apetitosas da estação. Saborosos mesmo se saíram os colunistas.

Houve o episódio no restaurante italiano. Ainda que muitos nomes robustos da sociedade estivessem matando ali a sua fome, o que atraiu olhos e ouvidos foram os gritos que cruzaram o salão:

"Vagabunda! Você é uma va-ga-bun-da!" O autor da crítica mordaz era um dos decanos do colunismo local. A vítima dos ataques, uma sua colega de profissão, Eliana Lima, que acabava de ser contratada, a peso de ouro, para dar expediente no mesmo jornal em que o agressor reinava absoluto. Ele agora teria de dividir com a intrusa a página em que mandava e desmandava havia duas décadas. Donde o epíteto eloqüente: "Va-ga-bun-da!" A moça, jovem e bonita, é conhecida por haver modernizado a crônica social potiguar — "seguindo a escola da Mônica Bergamo, querido".

Mas o caso Vagabunda! é trivial perto do affaire Hilneth Correia, uma senhora de larga circunferência e feição bonachona que se proclama embaixatriz do Rio Grande do Norte. Hilneth é a mais querida colunista da cidade. Jamais imaginaria que alguém do mesmo ofício pudesse magoá-la tanto — principalmente um "jornalistazinho jovem, sem história nem procedência nenhuma", segundo palavras da própria. Em suma, um peba. Pois foi o que aconteceu.

Rodrigo Levino, o jornalista sem procedência, 25 anos, editor de cultura do jornal JH Primeira Edição, entregou-se durante uma semana à tarefa de denunciar o patrocínio do governo do estado e da prefeitura de Natal à festa de quarenta anos de colunismo social de Hilneth. Com o título Celebration, o rega-bofe foi anunciado em outdoors pela cidade. Numa clara prova de falta do que fazer, Levino espalhou pela cidade, via e-mail, as logomarcas oficiais que acompanhavam os anúncios. Insistia que se estava diante de uma farra privada regada a verba pública. Exigia explicações.

Hilneth explicou. Na sua coluna na Tribuna do Norte, ensinou que o patrocínio, chamado de "master", era uma forma de divulgar as belezas e os atrativos de Natal "pelo sudeste-maravilha afora". A um custo "ínfimo", o governo e a prefeitura se responsabilizariam pelas passagens aéreas, hospedagem e city tours de personalidades como Bruno Chateaubriand, Hildegard Angel, Glorinha Távora, Madeleine Saad, André Ramos, Luiz Felipe Francisco, Miriam Galhardi e Liliana Rodrigues. Tratava-se de uma estratégia notável, cuja conseqüência natural seria propaganda turística de altíssimo cacife nas rodas do jet set Rio–São Paulo.

A explicação não impediu que o Ministério Público Estadual se interessasse pelo assunto. O procurador de Justiça, através do promotor de Defesa do Patrimônio Público, recomendou a abertura de investigação. De uma hora para outra, produziu-se o impensável: estado, prefeitura e Hilneth não escaparam de prestar esclarecimentos à Justiça. Como se não fosse horror suficiente, a colunista ainda teve de se haver com a ameaça de Levino. O jornalista anunciou que, sendo a festa bancada por dinheiro público, ele alugaria um caminhão e recolheria os pobres, desdentados, feios e sujos da cidade, para que pudessem todos desfrutar da Celebration. Hilneth quase infartou. "Despeitado! Invejoso!", classificou, aos prantos.

Encurralados pelo Ministério Público, os poderes locais acabaram suspendendo o patrocínio. De última hora, e para tristeza da boa sociedade potiguar, quase todos os VIPs desistiram de ir a Natal. Sem a boca-livre da patronagem oficial, não houve disposição que resistisse. Adeus Bruno Chateaubriand, André Ramos, Hildegard Angel, Liliana Rodrigues. Hilneth não se deixou abater. Enfrentou a desdita com bravura e estoicismo. "Imagine, dar satisfação à Justiça como se eu fosse uma pessoa má", murmurava no camarim da Celebration. "Logo eu, com quarenta anos de história no jornalismo potiguar."

Com vinte manobristas, quarenta garçons, quatro telões, cinco bufês diferentes, prosecco Pol Clement e uísque Old Parr (doze anos, a gosto), a Celebration foi animada com show das Frenéticas. Ao som de "Eu sei que eu sou/ bonita e gostosa" e "Abra as suas asas/ solte as suas pernas", os convidados fincavam os olhos nos três bravos semidesconhecidos que tinham vindo do sul prestar solidariedade à embaixatriz potiguar. Madeleine Saad, Glorinha Távora e o desembargador carioca Luiz Felipe Francisco foram recebidos com deferência. Não tiveram de pagar 110 reais pela pulseirinha que dava acesso à festa. O magistrado, bem mais contido do que a expansiva Madeleine, observava os requebros tomando doses e doses de caipifruta de cajá com kiwi. A discrição se manteve até o momento em que ele foi abordado pela drag queen Danuza D'Salles, a hostess da celebração. Daí para a pista de dança, foram dois passos. Luiz Felipe Francisco não dança bem.

À medida que a noite avançava, uma angústia começou a pesar sobre o salão. Não que se comentasse em voz alta. Seria fulminar a anfitriã, a essa altura com os nervos à flor da pele. De orelha em orelha, cochichava-se: "Será que vai chegar a caçamba de pobres?"

Não chegou. De mesa em mesa, aliviada, Hilneth agradeceu a todos pela atenção, pelo carinho e pela alegria de suas quatro décadas de crônica social. Na coluna do dia 18 de novembro, arrematou: "Eu tive qualidade e quantidade".



O aquecimento global e a pescaria

Leonardo Sodré, Becopress.blogspot.com


A conversa rolava no bar Azulão naquele sábado. Não havia muitos freqüentadores porque nos meses de verão a maioria deles se muda para as praias de veraneio. A conversas se sucediam. Desde a desastrada entrevista de José Dirceu a Revista Piauí, até os aumentos de alguns impostos após a extinção da CPMF, terminando por se falar no recorrente aquecimento global, que tem preocupado todo o mundo.

Na mesa onde estavam o médico Jair Navarro e o dentista Lenilson Carvalho, o papo era sobre comida. Lenilson descrevia os sabores de uma carne de Jacaré, mas acrescentava, brincando diante do olhar curioso do mecânico aposentado Carlinhos Pacheco:

- Agora, jacaré é bom quando você mesmo pega o bicho...

- Espere aí – interveio Jair Navarro -, e você já pegou um jacaré?

- Claro (piscando um olho para mim)!

A essa altura, todos os freqüentadores estavam “antenados” na conversa e as risadas tomaram conta do ambiente. E Lenilson continuou a descrever as delícias de um carne de jacaré na brasa, como se o fato de caçar um bicho daqueles fosse de menor importância.

Jair Navarro apenas acrescentou rindo:

- Como aqui no Azulão ninguém desmente ninguém, a história fica como verdadeira.

Depois da história do jacaré, o assunto descambou para o aquecimento global. Jair, muito sério, alertou:

- Lenilson, se eu fosse você vendia aquela casa na beira-mar de Muriú, porque o mar está subindo e vai terminar lhe dando um baita prejuízo. Faça como eu, vá para uma rua mais afastada.

- Vendo nada! Depois desse aquecimento global estou pescando mais do que nunca!

- Como assim? Agora a pergunta era minha.

- Ora, eu espero a maré encher, pego um fogão de duas bocas, uma panela cheia de óleo e fico somente esperando a onda bater no muro lá de casa, com as duas mãos espalmadas – e mostrou as mãos abertas . É batata! Vez por outra, vem um xarelete, um barbudo, já caiu até pâmpano... Depois, é só ir botando os peixes na panela, fritando e comendo, acompanhado de umas cervejinhas. Esse negócio de aquecimento global foi muito bom para as minhas pescarias!

Quando as gargalhadas foram diminuindo, Jair Navarro sentenciou.

- Dequinha! Traga caneta e papel, porque essa foi demais! Precisamos mudar os estatutos do Azulão antes de terminar o veraneio.



CARNAVAL - DEU NA TRIBUNA


Moraes Moreira e Alcione estarão no carnaval de Natal

Alex Régis

CARNAVAL - Moraes é um dos maiores compositores de frevo
09/01/2008 - Tribuna do Norte


A Capitania das Artes decidiu manter na cidade, durante o carnaval, não só os canavalescos mais fiéis, mas também os fãs de Moraes Moreira e Alcione. Quem curte o som do baiano e da Marrom têm um motivo a mais para passar a folia de momo nos pólos organizados pela prefeitura de Natal este ano que homenageia ninguém menos que Raimundo Brasil, um dos maiores caciques que mantém viva a tradição do desfile das tribos indígenas no carnaval natalense.

Enquanto Alcione se apresenta no domingo de carnaval, logo após o tradicional desfile das Kenga´s, na Cidade Alta, Moraes Moreira canta um dia antes, no sábado, para a turma de Ponta Negra que comprou a idéia divertida do bloco “Bruxas, Carecas e Lobisomens”, que ainda terá Khrystal, Diogo das Virgens e Isaque Galvão.

Segundo o presidente da FUNCARTE, Dácio Galvão, a sugestão de Alcione partiu do próprio bloco das Kenga´s. “Acatamos essa sugestão até por achar que mesmo maranhense, Alcione representa a sambada carioca.

Vamos levar o Moraes Moreira para o pólo de Ponta Negra, aquela coisa do carnaval baiano. Estamos quase fechando, ainda não é certo, o Vassourinhas, que queremos levar para a Redinha, até porque tem a ver com aquela história dos blocos, enfim”, afirmou o presidente da Funcarte.

Sobre a escolha de Raimundo Brasil como homenageado do carnaval 2008 (ano passado a prefeitura celebrou os 100 anos do frevo estendendo o tapete vermelho para o compositor potiguar Dosinho), ele afirma que é mais que justa.

“Raimundo Brasil é um grande carnavalesco do bairro das Rocas, numa época em que o bairro era formado por estivadores, e consolidou o carnaval de índios, uma peculiaridade de Natal. Ele tem mais de 70 anos e resolvemos tirá-lo do anonimato por essa causa devotada ao carnaval de Natal”, disse.

Indagado se haveria uma programação especial no desfile das tribos de índios pela Prefeitura, Galvão diz que nada está programado. “Não tem nenhum cerimonial programado nesse sentido. Certo é que ele estará conosco durante as visitações aos pólos da festa, baile de máscaras, vai cumprir essa agenda conosco”, contou.

Ele diz que vem sentindo um crescimento grande do carnaval na cidade, principalmente entre 2006 e 2007, mas ressalta que não é apenas o poder público quem vai fazer a festa acontecer. “O que a gente sente, acompanhando essas duas últimas edições, que há um crescimento grande de 2006 para 2007. É necessário investir, mas tem que haver também a sensibilidade do cidadão. . O carnaval é feito dentro da espontaneidade dos foliões”.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

PREFEITO NA PRAIA

Prefeito conversa com fotógrafos na praia

Do grandeponto.blogspot.com

Aqui: Alexandro Gurgel


Nesse domingo, durante o “Passeio Fotográfico Ecológico”, na praia de Pirangi, o grupo de bravos fotógrafos da Associação Potiguar de Fotografia encontrou o prefeito de Natal, Carlos Eduardo, curtindo a praia com sua família. Ele cumprimentou a todos e perguntou o que estavam fazendo por lá. Como presidente da Aphoto, Alexandro Gurgel foi logo falando sobre a associação de fotógrafos e as comemorações para o Dia Nacional da Fotografia.

Alexandro aproveitou para cobrar um prêmio de fotografia durante o Natal em Natal. Relateou que a Aphoto promoveu uma caminhada natalina noturna para fotografar a decoração da cidade e as fachadas dos prédios iluminados. Lembrou que a Prefeitura do Natal oferecia um prêmio para as empresas privadas que caprichavam na decoração nas suas fachadas, mas quando o Natal passar e a decoração for retirada, o que vai sobrar para contar a história do natal passado são as fotos captadas pelos membros da Aphoto.

Carlos Eduardo prometeu estudar o caso. Ele ainda prometeu uma audiência com o secretário de cultura, Dácio Galvão, para ver a possibilidade de encaixar a fotografia na programação oficial do Natal em Natal esse ano, como já acontece com artes plásticas, cinema, literatura e música.

DA SEX CLÔ


Minha gente,
Vejam como o turismo está entrando no Rio Grande do Norte: de-sen-fre-a-da-men-te!
Só estou pensando onde é que eu vou morar quando isso começar a acontecer na Paraíba...
Há 15 dias, Antonio Banderas esteve em Natal para gravar a propaganda do tal resort que será veiculada na Europa.

Clotilde,
candidata a vizinha de Zabé da Loca.


Megaresort ameaça duna, diz Promotoria

Ministério Público investiga se empreendimento de 35 mil casas no Rio Grande do Norte irá ainda afetar infra-estrutura local
Previsão é que obras tenham início em março; jogador Ronaldo e ator Antonio Banderas fazem propaganda do condomínio na Espanha

JOÃO CARLOS MAGALHÃES
DA AGÊNCIA FOLHA
A "Duna Dourada", um dos principais pontos turísticos do Rio Grande do Norte, está ameaçada pela construção de um megaresort, com 35 mil casas, perto de Natal. A denúncia é do Ministério Público.

O "Grand Natal Golf", iniciativa de uma empresa espanhola, é considerado pelo governo federal o maior projeto imobiliário
turístico do país. Seus números são comparáveis aos de uma grande cidade: dentro de cerca de dez anos, serão aproximadamente 35 mil casas, que poderão abrigar até 166 mil pessoas. Natal, por exemplo, tem 750 mil moradores, segundo o IBGE.

A Promotoria do Rio Grande do Norte investiga se o empreendimento irá trazer, além do desaparecimento da duna, o esgotamento da infra-estrutura local e o acirramento das diferenças sociais.

A obra já ganhou a licença prévia do Idema, o órgão ambiental estadual, e as obras estão previstas para março.

Na Espanha, a reserva de casas por parte dos interessados já começou. As vendas têm como garotos-propaganda o jogador de futebol Ronaldo e o ator espanhol Antonio Banderas. O público-alvo é europeu, e o slogan é "deixe-se seduzir pela magia brasileira".

Mas, para a promotora Ethel Ribeiro, da cidade de Extremoz, que sediará parte do empreendimento - outra parte fica em Ceará-Mirim -, há a possibilidade de que a "Duna Dourada", que está na área onde será feito o megaresort, possa desaparecer. Por não ser vegetada, ela pode ter, legalmente, 20% de sua área construída. Mas uma edificação pode, por exemplo, bloquear os ventos.

"Estamos tentando discutir isso agora, porque quando a obra começa fica muito difícil de parar."

Caso a duna seja afetada, diz, haverá também uma perda da fauna e da flora, além do risco de estragar um cenário que hoje é considerado paradisíaco.

Os empreendedores afirmam que a duna continuará "intocada". O Idema diz que criou uma comissão especial para acompanhar a maneira como essas formações se transformarão com obras como essa.

A promotora também diz que é preciso avaliar bem como serão criadas as condições sanitárias e sociais para prover a população que passará a viver, gradativamente, ali.

Ela diz suspeitar que não haja escolas, hospitais ou policiais para lidar com esse crescimento, que poderá também sobrecarregar o saneamento básico da área, que hoje já é considerado ruim - apenas 33% de Natal tem rede de esgoto.

Outra possibilidade, afirma, é que as obras não consigam absorver o fluxo migratório da população.

Para o governo estadual, no entanto, a expectativa é inversa. Segundo o secretário de Turismo, Fernando Fernandes, a obra deve gerar ao menos 100 mil postos de trabalho na área hoteleira e da construção civil, e, assim, desenvolver a região ao norte de Natal.

Com o "boom" turístico no Rio Grande do Norte, o Ministério Público investiga suspeita de que vereadores de Natal teriam sido beneficiados por empreiteiras para favorecê-las durante a votação do Plano Diretor da cidade, em 2007. A investigação não foi concluída.

DIÁRIO DE NATAL, HOJE

Empreendimento já beneficia a região

Gerente de projetos da Sociedade Potiguar de Empreendimentos Ltda. (Spel), o espanhol Hugo Bueno diz que o projeto do Grand Natal Golf sempre foi pautado pela responsabilidade sócio-ambiental. A Spel é proprietária do terreno onde o grupo Sánchez desenvolve o projeto imobiliário, nas praias de Jacumã e Pitangui.

‘‘Quando chegamos à região, há 17 anos, fizemos uma audiência com a comunidade local e perguntamos às pessoas quais eram as suas principais necessidades, e elas nos responderam: saúde, emprego e educação. Quinze dias depois fizemos a Escola das Dunas, que até hoje já beneficiou 3 mil pessoas’’, diz Bueno sobre um projeto de educação formal e ambiental.

Hugo Bueno assegura que, dos quatro projetos de educação ambiental que foram apresentados no Rio de Janeiro durante a Eco-92, o único que persiste é o da Escola das Dunas. ‘‘Antes os professores das escolas públicas em Pitangui eram de Natal. Hoje o quadro docente dessas escolas é composto totalmente por ex-alunos do projeto’’.

Ele declara que o Grand Natal Golf promoverá ‘‘justamente o contrário’’ do que chamam de ‘‘acirramento das diferenças sociais’’ . ‘‘Vamos absorver mão-de-obra da comunidade tanto no período construtivo quanto no funcionamento do resort’’, adianta.

O empreendedor segue citando as ações sociais da Spel dizendo que as primeiras pessoas a participarem do projeto Universidade para a Terceira Idade, da Universidade Potiguar (UnP), foram ‘‘as senhoras de Pitangui’’. O empresário Paulo de Paula, um dos sócios da UnP, também tem participação na Spel.

Bueno enfatizou o rigor com que segue a legislação ambiental. ‘‘A cada mudança de uma lei ambiental, nos adequamos. Mesmo que pudéssemos seguir a legislação anterior’’, destaca.

Sobre o receio de uma associação de bugueiros de que o Grand Natal Golf vá atrapalhar esta atividade profissional, Hugo Bueno explica que a obra não vai afetar o formato das dunas. ‘‘Pelo contrário, nós temos há muito tempo um projeto de fixação das dunas que utiliza palhas de coqueiro, transmitindo material nutritivo para outras plantas darem sustentação à areia’’, argumenta.

Ele informa que no dia 19 de dezembro a licença prévia do resort foi aprovada no Conselho Estadual de Meio Ambiente (Conema). Em dez anos, serão construídas 30 mil casas, com blocos de três pavimentos. ‘‘Se as casas lotarem, no máximo irão residir na região 70 mil pessoas. O índice de adensamento da Vila de Pitangui é muito maior do que o do Grand Natal Golf’’.

De acordo com o gerente de projetos, o projeto utiliza cinco vezes menos o potencial construtivo determinado pelas prefeituras de Extremoz e Ceará-Mirim. ‘‘O coeficiente de aproveitamento dos planos diretores destes municípios é de 1.25. O nosso será de 0.2’’. O índice mede o quanto se pode construir em um terreno. Por exemplo, nos dois municípios, em um terreno de 100 metros quadrados pode-se ter uma área construida de 125 metros quadrados. O início das obras da primeira parte do Grand Natal Golf está previsto para março.


Empreendimento tem licenciamentos do Idema

De acordo com a coordneadora de meio ambiente do Idema, Ivanosca Rocha Miranda, o processo completo do projeto Grand Natal Golf foi enviado à Promotoria de Extremoz na sexta-feira da semana passada. ‘‘Deve chegar de hoje (ontem) para amanhã (hoje)’’, disse ela, esclarecendo que até agora o Idema emitiu ao Grupo Sanches, além da licença prévia, a licença de instalação de um acesso de 2,5 quilômetros.

Sobre o impacto negativo que a obra poderia causa à região, Ivanosca Miranda disse que durante a audiência pública todas as questões foram tratadas. ‘‘Houve uma participação maciça e todas as contribuições foram incorporadas ao processo’’, afirmou.

Segundo a representante do Idema, a acessibidade da praia não será afetada porque o projeto contempla áreas com essa finalidade. Com relação ao esgotamento sanitário, ela disse que o projeto prevê a reutilização e reaproveitamento de efluentes. Já a questão do desaparecimento da duna, Miranda explicou que o Grupo Sanchez vai utilizar uma área menor do que permite a legislação. ‘‘A lei permite a construção de empreendimentos turísitos em até 20% das dunas móveis. A empresa vai utilizar menos de 17%’’, informou Ivanosca Miranda, acrescentando que o projeto passou por um estudo da fauna costeira da região.


Renato Lisboa e Viktor Vidal
Da equipe do Diário de Natal

DN OLINE

07/01/2008 - 14:30
Desaparecimento de turista no mar deixa banhistas em alerta

O desaparecimento do estudante paulista André Ferreira, na última quarta-feira, deixou banhistas em estado de alerta. Até onde as praias do Rio Grande do Norte são ou estão seguras? Após suspender as buscas, mantendo apenas o efetivo de guarda-vidas em alerta caso o corpo seja localizado ao longo da costa potiguar, o Corpo de Bombeiros orienta a população sobre os riscos de afogamento em áreas desconhecidas. De acordo com o major Luiz Monteiro, que comanda as operações de busca na corporação, 99% dos casos de afogamento envolvem turistas, seja de cidades próximas a Natal, seja de outros estados ou países.

Para ele, os banhistas devem ficar atentos à sinalização e à presença de guarda-vidas na praia, o que já indica área de risco. Além disso, os bombeiros fazem a distribuição de panfletos informativos com orientações para prevenir acidentes. ``O guarda-vidas passa o tempo todo abordando as pessoas, principalmente se o banhista estiver muito afoito'', disse o major Monteiro. No caso das bandeiras indicativas, que não são encontradas nas principais praias urbanas de Natal, o problema é a ``concorrência'' com os comerciantes, que costumam arrancar com receio de afastar os clientes.

Mesmo assim, os postos do Corpo de Bombeiros instalados nas praias já servem de sinalização. Entre os ques estão distribuídos na orla urbana, localizados na Praia do Meio, Via Costeira e Ponta Negra, o primeiro possui um efetivo maior, com cinco a sete guarda-vidas diariamente, pois registra o maior número de ocorrências. Apesar disso, o número de mortes é baixo porque o grande ângulo de visão proporcionado pela costa facilita a localização dos banhistas.

Já na Via Costeira, o posto conta com três guarda-vidas e funciona 24 horas. A função principal é dar apoio aos postos mais próximos e fazer a cobertura da área, tendo como principal foco a praia localizada entre os hotéis Mar Sol e Blue Tree Pirâmide, por ser mais perigosa. Em Ponta Negra, a praia é mais tranquila e o efetivo se restringe a dois guarda-vidas diariamente. O trabalho começa às 8h e termina por volta das 18h, quando o movimento de banhistas fica mais tranquilo nesses locais.

Karine Brito - Leia mais na edição desta terça-feira do Diário de Natal

domingo, 6 de janeiro de 2008

AFINAL, QUEM FUNDOU NATAL?

Olavo de Medeiros Filho


A primeira versão que contou no início com a quase unanimidade dos historiadores, inclusive dos pesquisadores da terra, era a que apontava Jerônimo de Albuquerque como fundador da Cidade do Natal. Essa teoria, que tem entre seus defensores ilustres nomes, como Vicente Lemos, Tavares de Lyra e Tarcísio Medeiros, em síntese seria a seguinte: Mascarenhas Homem nomeou Jerônimo de Albuquerque comandante da fortaleza e depois seguiu para a Bahia com a finalidade de prestar contas da missão que desempenhara, por determinação do governador-geral do Brasil. Veio a seguir a pacificação dos nativos e, em seguida, a fundação da cidade. Como Jerônimo se destacou no processo e era o capitão-mor da Capitania do Rio Grande, logo fora ele o fundador de Natal. Tavares de Lyra chega até a afirmar que "é de presumir". Portanto, não se tratava de fato e, sim, de uma possibilidade.

Com o avanço das pesquisas, ficou provado que Mascarenhas Homem não designou Jerônimo de Albuquerque para exercer a função de capitão-mor do Rio Grande e, o que é mais importante, Jerônimo não se encontrava presente na data da fundação da cidade e portanto não pode ser considerado como sendo seu fundador ...

Luís Fernandes (1932) defendeu ter sido Manuel Mascarenhas Homem o fundador da Cidade do Natal. Alegava que, construindo o primeiro edifício (a fortaleza) e ainda as casas que deram origem à povoação que se formou próxima à fortaleza, seria o verdadeiro padrinho da cidade. Argumentação falha, considerando que o novo centro urbano não possuía nenhuma relação com tudo o que existia anterior à data da sua fundação.

José Moreira Brandão Castelo Branco publicou em 1950, na revista Bando, o texto "Quem fundou Natal", onde defendia a tese de ser João Rodrigues Colaço o provável fundador da capital potiguar. Posteriormente, esse estudo foi publicado na revista do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, em 1960, provocando uma polêmica. Câmara Cascudo chegou inclusive a apoiar a teoria defendida por Castelo Branco (1955). Pouco tempo depois mudou de opinião, acreditando que o fundador da cidade teria sido outro: "Para mim, o padrinho da Cidade do Natal foi Mamuel de Mascarenhas Homem, capitão-mor de Pernambuco, comandante da expedição colonizadora:. E argumenta: "Continuava tão interessado no cumprimento das reais determinações que fora à Paraíba, em junho desse 1599, assistiu à solenidade do contrato das pazes com os potiguares, ato possibilitador da criação da Cidade seis meses depois. Acontece que, nessa época, Mascarenhas Homem estava em Natal onde concedeu, a 9 de janeiro de 1600, data nesta fortaleza dos REIS MAGOS (...), a primeira sesmaria, à margem esquerda do rio, numa água a que chamam da Papuna, justamente ao capitão João Rodrigues Colaço, seu subalterno. Não abandonaria funções de governaça se não tivesse deveres de suma importância, como satisfazer a última parte das instruções do rei, participando da fundação da cidade. Não outra explicação para a sua presença em Natal. Tinha sido encarregado da missão e deveria cumpri-la até o final".

Essa teoria se fundamenta nos seguintes pontos:

1 - A presença de Manuel Mascarenha em dois eventos:

a) Solenidade da ratificação da paz com os nativos.

b) Data da fundação da cidade.

2 - E, ainda, os seguintes argumentos:

a) Doou a primeira sesmaria no Rio Grande do Norte a João Rodrigues Colaço, ato administrativo que provaria que estava à frente do governo da capitania.

b) Mascarenhas Homem tinha como missão expulsar os franceses, construir uma fortaleza e fundar uma cidade. Deveria executar objetivos e, assim, teria para cumprir a última missão: a fundação de Natal.

Manuel Mascarenhas Homem prestigiou os eventos citados como representante do governador-geral do Brasil e foi representando D. Francisco de Souza que doou a sesmaria a Colaço. É bom lembrar que, como comandante de uma expedição militar, ele não poderia doar sesmaria ...

Mascarenhas Homem construiu a fortaleza de madeira, lançando os fundamentos da fortaleza definitiva. Expulsou os franceses, mas não fundou a cidade do Natal porque em dezembro de 1599 já existia um governante, o capitão-mor João Rodrigues Colaço, habilitado legalmente para fundar a cidade e iniciar o processo de colonização...

Não se pode esquecer, também, que no documento da doação de capitão da fortaleza, D. Manuel Mascarenhas Homem disse claramente que "por mandato do dito Senhor vim conquistar este Rio Grande e fazer nele a fortaleza dos Reis Magos". Não afirma que veio fundar uma cidade e, no entanto, Natal já estava fundada! Chega-se a uma conclusão: Manuel Mascarenhas não fundou a Cidade do Natal. Falta examinar apenas a teoria que defende ter sido João Rodrigues Colaço o verdadeiro fundador.

Vicente Lemos foi o primeiro historiador a afirmar que João Rodrigues Colaço teria sido o homem que exerceu, pela primeira vez, a função de capitão-mor do Rio Grande, numa nota publicada na revista do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, Vol. 6, página 138: A conquista iniciada em princípios de 1598, e na qual tanto distinguiu-se Jerônimo de Albuquerque, remete no ano seguinte, e, ciente D. Francisco de Souza, governador-geral do Brasil, de bom êxito da empresa, nomeou capitão-mor do forte a João Rodrigues Colaço, o primeiro que realmente governou a capitania".

Depois, entretanto, Vicente de Lemos muda de opinião. No seu livro "Capitães Mores e Governadores do Rio Grande do Norte", declarou que Jerônimo de Albuquerque foi o fundador da Cidade do Natal.

sábado, 5 de janeiro de 2008

NATALENSES

Areia Preta
Fotos: Hugo Macedo

Sociedade Araruna de Danças Antigas e Semidesaparecidas

Comemoração de cinqüentenário


O vento, o homem, a duna, o Forte, o rio,

O índio, o batavo e o português.

As gamboas, o Monte, o mar bravio,

O Refoles e o campo-santo inglês.

A Rua Grande e o antigo casario,

Tomou o mês de Cristo por teu mês...

As paredes te contam a história:

Nas telas do passado luta e glória!

Caminho de beber, Rua do Meio,

O porto da Redinha, o Outeiro,

A Matriz erigida no teu seio,

A cacimba, a lagoa, o alvissareiro,

O corsário francês que aqui veio,

Os flamengos canhões, o índio frecheiro...

De tudo impregnado vão vibrando,

No olfato, tato e vista vão gritando...



Antoniel Campos

Em Natalenses

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

ERA RIO








Depois da resistência,
holandeses vencidos,
muitos se foram
poucos ficaram
a contemplar o rio
como em vigília
Foram anos, décadas
Três séculos de monotonia
e medo da escuridão
Uns, guardados pela Fortaleza
outros, na duna alta
ribanceira oposta ao mangue
de longe, a vigiar a barra
Em volta da capelinha,
deixada da fundação,
cabanas foram ficando
a demarcar meio à mata
sítios ermos, ali, ali
A oeste, o rio pequeno
de beber água boa, pura
como aqueles dias
de muita espera
- Tijuru?
- Tissuru, respondia o índio
A pesca, a caça, a coleta
a criação de pequeno porte
a agricultura de poucos elementos
o cuidar dos animais
eram o fazer do dia-a-dia.
Marasmo da vida inteira
Natal nem era cidade
mas o Potengi era rio

Eduardo Alexandre

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